«Ontem vivemos algo difícil de explicar». O mítico Café Central mudou definitivamente de localização, da Praça do Ángel para o número 10 da Rua Santa Catalina, e foi assim que começou a publicação em que agradecia às milhares de pessoas que assistiram ao desfile musical gratuito que batizaram de «Funeral e Ressurreição do Jazz » e no qual trouxeram Nova Orleães para Madrid a cada passo.
Uma celebração simbólica da sua «mudança», em que dezenas de músicos transformaram o centro da capital num grande concerto de jazz ao vivo que partiu da sua antiga localização até à nova. «O Café Central despede-se de um espaço, mas não do que ele representa. A partir de agora, a programação do Café Central continua no Ateneo de Madrid. Esperamos por todos nesta nova etapa», afirmavam nas suas redes sociais.
O início de uma nova era cuja programação não se fez esperar e que já sabemos que vai contar com nomes como Guillermo McGill, Yuley Díaz ou Patxi Pascual ainda este mês.
Os primeiros concertos do Café Central no Ateneo, em abril
No próprio dia do desfile, o novo espaço do jazz estreou-se com a atuação do saxofonista Miguel Malla Ft. Racalmuto. Uma inauguração do Café Central Ateneo que dá as boas-vindas a um mês em que praticamente todos os dias há atuações programadas no Club Café Central Ateneo, com duas sessões por noite: uma às 20h e outra às 22h.
- 17 e 18 de abril: Guillermo McGill Experience
- 19 de abril: Dany Noel Trío
- 20 e 21 de abril: Patxi Pascual Quinteto
- 22 e 23 de abril: Cuban Jazz Quintet – The Cubintage
- 24 e 25 de abril: Yuley Díaz Quartet
- 26 de abril: Jazz On Five
- 27 de abril: Leo Minax Quartet
- 29 e 30 de abril: Astrid Jones & The Blue Flaps
Mais programação de jazz ao longo do ano em Madrid
Além dos concertos de abril, o Café Central também anunciou próximas atuações em maio, na Cátedra do Ateneo: no dia 8 de maio (Cecilia Krull Quintet às 19h30 e Lluís Coloma & His Musical Troupe às 21h30) e no dia 22 de maio (Sheila Blanco & Federico Lechner Tango Jazz Trío às 19h30 e Ulf Wakenius & Ignasi Terraza às 21h30).
Mas, como afirma o Café Central numa publicação, «O jazz, mais do que um género, é um sentimento que partilhamos». E Madrid prova-o. Não só com eventos como o The Jazz Room, mas também com uma grande variedade de locais onde se pode ouvir jazz ao vivo, como o Recoletos Jazz Madrid ou o Nuevo Café Berlín.
Parece que em Madrid há jazz e o Café Central (Ateneo) para ficar, e ainda bem.