Centenas de casas em todos os bairros de Madrid, que antes estavam vazias, passam a integrar a oferta de arrendamento acessível da capital, com um preço abaixo do valor de mercado e depois de terem sido renovadas.
É exatamente isso que o programa ReViVa da Empresa Municipal de Habitação e Solo de Madrid (EMVS Madrid) torna possível: financiar com até 45 000 euros – na forma de adiantamento – as obras de reabilitação dos imóveis, com a condição de que os proprietários os destinem a arrendamento acessível.
Desta forma, os senhorios cedem o usufruto das habitações à empresa municipal durante um determinado período e, em troca, esta garante o recebimento da renda mensal – quer estejam alugadas, quer não – e encarrega-se de todas as formalidades burocráticas, despesas e impostos.
No total, são 219 casas vazias que estão a ser recuperadas para arrendamento a um preço inferior ao do mercado, espalhadas por todos os distritos da capital.
Requisitos para teres direito às casas de arrendamento acessível

Por outro lado, para terem acesso a estas casas de arrendamento acessível, os futuros inquilinos têm de ter um rendimento até 7,5 vezes o IPREM. Ou seja: não podem ganhar mais de 92 000 euros brutos por ano, no caso de famílias de quatro membros.
Se fores o adjudicatário de uma dessas habitações, a renda a pagar será sempre entre 15% e 20% abaixo do valor de mercado e nunca representará mais de 30% do teu salário.
Para traduzir isto em termos práticos, isso significa que um apartamento remodelado dos anos 60 em Vallecas, com dois quartos e cerca de 60 metros úteis, terá, no máximo, um preço de 836 euros por mês.
Todos os requisitos e condições para aceder ao programa ReViVa, tanto para inquilinos como para proprietários, estão publicados no site emvsmadrid.es.