Um shot sempre que se falar de Edgar Allan Poe neste artigo. Ou melhor, um cocktail. Quatro, na verdade. E bebemos enquanto ouvimos alguns dos textos mais famosos do escritor. Soa bem, não é? Pois é exatamente isso que é o “Edgar Allan Poe Speakeasy”, a nova experiência em Madrid onde os cocktails de autor, os melhores contos de Poe e uma encenação cuidada se juntam no Palácio da Imprensa por tempo limitado.
O que é o “Edgar Allan Poe Speakeasy”?
Quatro cocktails de autor e quatro contos do autor por excelência do macabro. O “Edgar Allan Poe Speakeasy” é uma experiência imersiva de cocktails que une literatura, narração ao vivo e água com mistério (mas da boa, já que foi concebida por um especialista).
Cada um dos cocktails é inspirado na história que está a ser contada no momento, a saber: O Corvo, O Gato Negro, O Coração Delator e A Máscara da Morte Vermelha. E tudo num ambiente místico de estética gótica digno de ser escrito pelo próprio Poe.
O que é um «speakeasy» e o que tem a ver com Edgar Allan Poe?
Não, não é “falar baixinho” escrito tudo junto (embora nós também já tenhamos pensado nisso). O termo “speakeasy” tornou-se popular durante a Lei Seca nos Estados Unidos, referindo-se aos bares clandestinos onde se vendia álcool ilegalmente. Existe alguma relação entre estes locais ilegais e Poe? Historicamente, não, uma vez que o escritor nasceu no início do século XIX e a Lei Seca começou em 1920.
Mas sim esteticamente, sobretudo nesta experiência: iluminação suave, um ambiente íntimo, coquetelaria de autor… Quase, quase como um passeio gratuito pela mente do autor americano. Só que, neste caso, com um sabor muito melhor na boca.

Apenas para maiores de 18 anos, o Edgar Allan Poe Speakeasy chega por tempo limitado a Madrid com uma experiência imersiva onde os cocktails e as palavras de uma das maiores figuras da novela gótica andam de mãos dadas. E embora a marca de Poe na literatura não conheça limites, as vagas para esta experiência conhecem, por isso recomendamos que reserves com antecedência. Afinal, nunca se sabe quando vais voltar a beber um cocktail “The Nevermore” enquanto te contam O Corvo.