Até há poucos dias, os kits gratuitos de rastreio do cancro do cólon só podiam ser levantados nos centros de saúde, mas a situação mudou e, desde sexta-feira da semana passada, estão agora disponíveis em mais de 3.000 farmácias da região de Madrid.
Esta medida faz parte do Programa de Rastreio de Prevenção do Cancro do Cólon e Reto (PREVECOLON) e espera-se que “sejam dispensados até 400.000 kits num ano e que cada vez mais madrilenos sejam testados a tempo”, nas palavras da Ministra Regional da Saúde, Fátima Matute.
Trata-se de um teste inicial, “indolor e sem desconforto para o doente”, que consiste na análise de uma amostra de fezes a ser entregue nos centros de saúde.
Quem pode levantar os kits de rastreio do cancro do cólon?
Esta medida destina-se a “pessoas com idades compreendidas entre os 50 e os 69 anos, sem sintomas ou factores de risco acrescidos“. Os cidadãos de Madrid que cumpram estes requisitos terão estes kits de rastreio do cancro do cólon incluídos no seu Cartão de Saúde.
De acordo com dados da Comunidade de Madrid, no ano passado, o programa identificou 499 cancros, 447 lesões de alto risco e 2.914 lesões que requerem vigilância e controlo sanitário.
Porque é que a prevenção é particularmente importante?

A razão reside no facto de o cancro do cólon e do reto – que é o tumor maligno mais frequente e a segunda causa de morte por cancro em Espanha – poder estar presente durante muito tempo sem que a pessoa afetada apresente quaisquer sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce.
É por isso que esta análise de sangue nas fezes permite detetar a doença precocemente, reduzindo a mortalidade, bem como “eliminar pólipos pré-cancerosos, através de exames complementares como a colonoscopia”.