A Comunidade de Madrid activou uma emergência cinegética temporária para controlar o excesso de javalis em muitas zonas da região, tendo em conta o aumento dos acidentes de viação, os danos nas culturas e a presença cada vez mais frequente destes animais em meios urbanos e periurbanos, em parte devido ao crescimento destas zonas, em detrimento da biodiversidade local.
A medida, publicada oficialmente no Boletim Oficial da Comunidade de Madrid no passado mês de abril e posteriormente nos canais regionais, afecta cerca de dez distritos florestais e 124 municípios, incluindo cidades como San Sebastián de los Reyes, Tres Cantos, Colmenar Viejo, Alcobendas, Algete e Paracuellos de Jarama, bem como uma grande parte da Serra Norte e da área metropolitana ocidental.
A declaração de emergência, válida até 2030, embora passível de revisão anual, responde ao facto de o número médio de acidentes de viação envolvendo javalis ser superior a 120 por ano na Comunidade, com picos significativos nas zonas declaradas de “alto risco”, onde a média anual é de cerca de sete incidentes por região. Além disso, os danos causados às culturas agrícolas e o perigo para as pessoas e os animais domésticos levaram a uma ação mais agressiva e coordenada.
Quais são as medidas para combater a sobrepopulação de javalis?

As principais medidas incluem o prolongamento da época de caça e captura de exemplares vivos ao longo de todo o ano, a autorização de técnicas específicas (gaiolas-armadilha, espingardas anestésicas, caça com arco, utilização de termoscópios em zonas controladas) e o reforço da sinalização rodoviária, dos recintos e dos sistemas de dissuasão animal nos pontos negros da rede viária. Para além disso, fica suspenso qualquer tipo de repovoamento de javalis em zonas de caça na Comunidade.
O Ministério Regional do Ambiente oferece assessoria técnica e protocolos claros às autarquias sobre como atuar na presença de javalis, bem como informa e forma os cidadãos sobre como prevenir incidentes com estes animais.