Este ano, a famosa Feria de Abril de Sevilha chega a Madrid. O evento, com o nome de Madridlucía, vai encher o bairro de Villaverde com barracas, música e decoração típica andaluza durante o mês de maio.
Inicialmente, a macrofeira estava prevista para começar a 9 de maio e terminar a 7 de junho, mas acabará por ser adiada para 20 de maio para não coincidir com as festividades de San Isidro, o padroeiro da cidade, a quem é dedicado o dia 15 do mesmo mês.
Além disso, o número de barracas será reduzido pela metade, passando de 200 para 100, e a duração será limitada a duas semanas, conforme informado pela organização da Madridlucía à Câmara Municipal de Madrid.
200.000 m² de feira

A feira vai ficar em Villaverde, no recinto Iberdrola Music Madrid, que tem um total de 200 000 metros quadrados e onde já foram realizados outros festivais, como o Mad Cool. Pode-se chegar de carro ou de transporte público, parando em Villaverde Alto (metro e comboio) ou San Cristóbal Industrial (comboio).
Embora a Madridlucía tenha reduzido o número de barracas, como explicam no seu site, também vai ter uma área cultural que vai receber exposições dedicadas à tradição andaluza e outra gastronómica. Nela, os visitantes vão poder provar todo tipo de tapas, como pescaito frito, salmorejo, montaditos, tortillitas ou presunto, entre outros.
É claro que também não vão faltar os espetáculos com cavalos na zona equestre nem os flamencos na área musical. E os mais pequenos vão ter todo o tipo de atrações, jogos tradicionais e carrosséis.
Um evento polêmico

A proposta da Madridlucía tem sido alvo de controvérsia nas últimas semanas e várias figuras institucionais se pronunciaram sobre o evento. María Reyes Maroto, vereadora e porta-voz do PSOE na Câmara Municipal de Madrid, criticou a banalização da feira de Sevilha, mostrando a sua rejeição ao projeto, conforme noticiado pela Europa Press.
Mas as maiores preocupações vêm de Sara Hernández, a presidente da Câmara de Getafe, já que o seu município fica muito perto do recinto da Madridlucía. Ela acha que isso pode ter efeitos negativos sobre a mobilidade e o trânsito e, além disso, coincide com as datas das festas patronais de Getafe.