Viver numa cidade implica assumir muitas regras que não estão escritas, ter um alto grau de civismo que é dado como certo para conviver. Mas agora o Metro de Madrid transformou numa campanha oficial algo que muitos passageiros já fazem e pedem há anos: que ninguém se apoie nas barras de apoio.
Numa mensagem divulgada nas suas redes sociais, a empresa pede expressamente para não apoiar as costas ou o corpo nelas e usá-las apenas para se segurar com a mão: «Por favor, não se apoie nas barras. Se se segurar nelas com uma mão, viajará com segurança e permitirá que outras pessoas as utilizem», lembra o aviso, que apela diretamente ao civismo e à responsabilidade individual.
O gesto que se pretende corrigir é muito específico: ocupar toda a barra com o corpo, normalmente apoiando as costas, de modo que mais ninguém se possa agarrar, algo especialmente problemático nas horas de ponta ou quando o comboio trava bruscamente. A Metro insiste que as barras são um elemento de segurança partilhado, concebido para que várias mãos se segurem ao mesmo tempo e não para serem usadas como apoio improvisado. A empresa sublinha que agarrar-se corretamente reduz o risco de quedas e tropeços e, ao mesmo tempo, permite que idosos, grávidas ou pessoas com mobilidade reduzida tenham um ponto firme onde se apoiar.
Civismo e segurança num espaço muito concorrido
A mensagem faz parte de uma série de lembretes de convívio que o Metro e o Consórcio Regional de Transportes têm lançado nas redes sociais e nos ecrãs das estações, onde também se insiste em não bloquear as portas, deixar sair antes de entrar, falar baixo ao telefone, usar auscultadores para ouvir música ou colocar a mochila entre os pés para não incomodar nem ocupar espaço extra.
A empresa pública lembra que o seu regulamento proíbe expressamente comportamentos incómodos e que as campanhas de sensibilização visam evitar conflitos antes que sejam necessários avisos do pessoal ou mesmo intervenções de segurança. No fundo, a mensagem é simples: o metro é um espaço partilhado e limitado; usar bem as barras, deixar espaço e pensar em quem está ao lado não é apenas educação, é uma condição básica para viajar com segurança e respeito.