Banksy volta a estar no centro das atenções. Desta vez, não por causa de uma nova intervenção numa parede qualquer do planeta, mas por causa de uma investigação da Reuters que, após anos a seguir pistas , volta a apontar uma identidade: Robin Gunningham, um britânico de Bristol que já tinha sido associado ao artista há quase duas décadas.
Segundo esta nova reportagem, Gunningham teria continuado a agir sob outro nome: David Jones, nome para o qual mudou por ser um dos mais comuns no Reino Unido, enquanto o seu círculo mais próximo, incluindo Robert Del Naja (membro dos Massive Attack), teria atuado como apoio nas sombras. A prova é um antigo relatório policial de Nova Iorque em que alguém detido por vandalismo assinou precisamente como Robin Gunningham.
Embora não seja a primeira vez que se coloca um nome em cima da mesa, o interessante desta investigação não é tanto a confirmação, mas sim o efeito que gera: Banksy sempre brincou com o estar e o não estar, com assinar sem assinar, com transformar o seu anonimato numa parte essencial da sua obra.
1 Abril 2026 10:00 + mais datas disponíveis
Onde ver o universo de Banksy em Madrid

Ver uma obra de Banksy é fácil. Muitas estão em paredes de cidades como Londres, Bristol ou Nova Iorque, outras desapareceram com o tempo e algumas encontram-se em locais praticamente inacessíveis, como o muro da Cisjordânia ou edifícios danificados na Ucrânia. E agora que se volta a dar nome e rosto ao artista, esse contraste torna-se ainda mais evidente: dá para intuir quem está por trás, mas a sua obra continua a ser difícil de ver.
Por isso, a exposição de Madrid propõe uma abordagem diferente: reunir mais de 170 recriações em tamanho real que permitem percorrer o seu imaginário sem depender do acaso ou de uma viagem. Não são peças originais, mas sim reconstruções fiéis que situam cada obra no seu contexto e permitem compreendê-las em conjunto, algo difícil quando estão espalhadas pelo mundo inteiro.
Museo Banksy Madrid
1 Abril 2026 10:00 + mais datas disponíveis
